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NA DÚVIDA?

NOVA ESCOLA responde

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Química
Como funciona o protetor solar?
Janaina Lofiego, Lambari, MG 

Ilustração: Luciano Venorezi

Impedir que os raios solares UVA, que alcançam a derme (camada interna da pele), e UVB, que atingem a epiderme (a mais externa), é a função desse produto. O efeito se dá de acordo com o tipo de fórmula. Os chamados filtros físicos fazem com que a pele não absorva os raios porque contêm substâncias refletoras. Já nas formulações químicas, a atuação dos ingredientes é mais complexa. Quando os raios atingem o corpo, encontram moléculas do produto que absorvem a energia do Sol. A absorção agita as moléculas, que ficam em estado de excitação, voltando em seguida ao estado natural, o que faz com que a pele receba uma fração de energia solar menos agressiva e reflita o restante. A ação do produto também varia de acordo com o fator de proteção solar (FPS), expressa por um número no rótulo. A aplicação de um filtro com FPS 8, por exemplo, permite que uma pessoa permaneça exposta ao sol por um período oito vezes maior sem que a pele fique avermelhada.

CONSULTORIA Adilson Costa, dermatologista de São Paulo, e Nilo Cobeiros, cientista da Johnson & Johnson.

S.O.S. Português | Saber as regras da língua é o que importa
O exercício de soletração tem alguma utilidade na prática escolar?

Marcia Pereira Gomes, São Paulo, SP

A soletração não é uma atividade válida, pois hoje os alunos têm acesso a dicionários e podem usufruir do conforto oferecido pelos corretores ortográficos dos computadores. Por isso, o importante para escrever de acordo com a norma ortográfica vigente é compreender as regras e memorizar as palavras com irregularidades relevantes. Os estudantes devem aprender, por exemplo, que se acentuam o i e o u tônicos, seguidos ou não de s, quando são hiatos, como em saúde. E que os ditongos abertos são atualmente acentuados. O papel da escola, em vez de organizar exercícios de soletração, é ajudar os estudantes a compreender os casos de ortografia regular e a consultar os dicionários sempre que necessário. Essas duas competências nunca exigiram a capacidade de soletração. E mais: em lugar de promover competições para conferir quem sabe soletrar palavras raras ou pouco familiares, devem-se realizar práticas de leitura e de produção de textos que tenham sentido e colaborem para a ampliação do universo cultural e do senso estético das pessoas. Vale esclarecer que, nos Estados Unidos, os concursos de soletração são antigos e relacionados com a irregularidade nas relações entre som e grafia da língua inglesa, que tem menos regras sobre a escrita das palavras. Para eles, é importante saber soletrá-las. 

CONSULTORIA
Artur Gomes de Morais, professor do Centro de Educação da Universidade Federal de Pernambuco.

Geografia
Qual é a diferença entre Inglaterra, Grã-Bretanha e Reino Unido? 
Marina Sotelo, Recife, PE 

Ilustração: Cássio Bittencourt

A Grã-Bretanha é uma ilha da Europa que abriga a Inglaterra, a Escócia e o País de Gales. O Reino Unido é um agrupamento político que congrega os países da Grã-Bretanha mais a Irlanda do Norte. As relações entre Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte com o Reino Unido são semelhantes às que definem os governos federalistas: há um poder soberano central e autonomia relativa nas unidades constituintes. Já a Escócia tem um autogoverno limitado, submetido ao Parlamento britânico. 

CONSULTORIA Reginaldo Nasser, coordenador do curso de Relações Internacionais da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

História da Educação
Quais foram as principais idéias de Anísio Teixeira? 
Gustavo Dourado, Brasília, DF 

Divulgação

UNIVERSALIZAÇÃO Teixeira foi defensor da escola pública no Brasil

Nascido em 12 de julho de 1900, na Bahia, Anísio Teixeira foi um dos signatários do Manifesto da Escola Nova, divulgado em 1932, que defendia a universalização da escola pública, gratuita e sem vínculo com nenhuma religião. Tal conceito foi trazido ao Brasil dos Estados Unidos, quando ele estudou na Universidade de Columbia e teve contato com a obra de John Dewey (1859-1952). Teixeira foi pioneiro na implantação de escolas públicas de todos os níveis e propunha que a rede deveria ser de tempo integral. Defendia a municipalização do ensino e que as escolas se responsabilizassem pela promoção de cidadania e saúde. Em 1951, assumiu a direção da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior (Capes), agência federal de apoio à pesquisa. Em 1952, tornou-se diretor do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). As pesquisas ganharam grande importância, tanto que seu nome passou a ser agregado ao da instituição. 

CONSULTORIA Bruno Bontempi Junior, coordenador do Programa de Estudos Pós-Graduados em Educação - História, Política e Sociedade, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

Assim não dá!
Dizer que o aluno não aprende

"Nasceu gente, é inteligente." Essa máxima de Jean Piaget (1896-1980) resume bem quão absurdo é considerar um estudante incapaz de aprender. Diante de dificuldades de aprendizagem, o professor deve investigar o que impede a compreensão do conteúdo. Esse é um dos desafios de quem educa: descobrir maneiras diferentes de ensinar a mesma coisa, já que os estudantes têm ritmos e históricos variados. Também é papel do educador se questionar sobre a abordagem do conteúdo. Ela despertou curiosidade? O indivíduo encontrou utilidade no que foi apresentado? É com base nessas indagações (e nas respostas) que o professor deve pensar como expor o tema, que atividades propor e como avaliar. Ainda assim, todos têm o direito de perguntar o que não entenderam quantas vezes quiserem, sem medo de ser rotulados, ameaçados ou castigados. Os alunos precisam acreditar que o educador gosta de ensinar e, mais do que isso, saber que ele está cumprindo sua função. Nas séries iniciais, é comum (e normalíssimo) encontrar crianças com dificuldades de aprendizado. Classificar tais dificuldades como dislexia, por exemplo, não representa o melhor caminho. Também é fácil ver estudantes mais aptos para algumas disciplinas, mas nem por isso é correto classificá-los como incapazes em relação a outros. Todos podem desenvolver suas capacidades intelectuais e cognitivas. É a ação do professor que faz a diferença.

CONSULTORIA Esther Pillar Grossi, professora e fundadora do Grupo de Estudos sobre Educação, Metodologia de Pesquisa e Ação (Geempa).

Com reportagem de Veridiana Mercatelli


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