
| Geografia | Território | Movimentos Sociais |
Introdução
É impossível ficar indiferente a questão do terrorismo no mundo atual. O que aconteceu aos Estados Unidos em 11 de setembro de 2001. A escola é, por excelência, o espaço privilegiado da análise e da reflexão. Por isso é uma obrigação levar para a sala de aula a discussão, já que o terrorismo e fatos como 11 de setembro tiveram uma imensa repercussão mundial. Como profissionais que temos sob nossa responsabilidade a formação de jovens e crianças não podemos nos esquivar de levar para a classe aquilo que diz respeito ao destino da humanidade.
Objetivos
Criar uma oportunidade para os alunos discutirem regras de boa convivência entre as pessoas e entre os povos como uma necessidade urgente para a sobrevivência do planeta.
Ano
6o ao 9o
Tempo necessário
2 a 4 aulas
Material necessário
Notícias, reportagens, editoriais e textos de opinião publicados pela imprensa a respeito dos ataques aos EUA. Observação: cartas de leitores para jornais e revistas são bons textos de opinião e, como, em geral, são menos extensos e menos complexos que os editoriais, tornam-se bons materiais de leitura para os alunos.
Documentos diversos que tratam dos direitos e deveres das pessoas: Manifesto do chefe Seatle ao presidente dos Estados Unidos (1855); Carta das Nações Unidas (preâmbulo e cap. I), 26/6/1945; Declaração Universal dos Direitos do Homem (1948); Declaração Universal dos Direitos das Crianças (1959); Declaração do Rio de Janeiro Documento Eco 92 (junho/1992).
Mapa-múndi.
Desenvolvimento
"Pensar sobre as notícias que nos chegam é tentar ver o resultado provável ou possível sugerido por elas. Converter nossas cabeças em livros de pregar recortes de jornais, enchendo-as com estas e aquelas informações, considerando-as como coisas completas por si mesmas, não é pensar." (Dewey)
Primeira etapa
Proponha as seguintes questões: Por que as desconfianças sobre a autoria dos atentados de 11 de setembro de 2001, contra os Estados Unidos, recaem sobre grupos islâmicos? Em que se baseiam as acusações? Em 1995, quando ocorreu o atentado de Oklahoma City, os árabes também foram os primeiros suspeitos. O autor do atentado, contudo, era cidadão norte-americano e condecorado na Guerra do Golfo. É justo acusar sem certeza? Quais podem ser as conseqüências de uma acusação infundada? Importante: neste momento provoque a reflexão usando questionamentos. Não ofereça respostas prontas, nem permita julgamentos. A proposta não é procurar culpados, mas criar uma oportunidade para os alunos discutirem como conviver bem com as diferenças.
Segunda etapa
Com base nas discussões, ofereça aos alunos o material publicado pela imprensa para leitura individual e silenciosa. Explique que em seguida haverá uma roda para a exposição das idéias que surgirem. Encaminhe a discussão para a necessidade de se encontrar alternativas para a boa convivência entre as pessoas do planeta, independentemente da religião, do credo político ou religioso, da origem étnica, etc. É importante que eles descubram que os conflitos existirão sempre, porque cada pessoa é diferente da outra em todos os sentidos. Todos precisam aprender a administrá-los, convivendo e respeitando aquele que não é igual a si.
Feito isso é hora de trabalhar conhecimentos que vão dar sentido e significado às discussões, fundamentando-as:
- O que foi a Guerra Fria
- A nova organização mundial após o fim da Guerra Fria
- Quais são as organizações internacionais e suas atribuições
- A questão da preservação ambiental
- A luta pelos direitos humanos
- O narcotráfico
- O terrorismo
- O sistema internacional e a detenção do poder econômico
- O imperialismo americano
- O conflito do Oriente Médio
- Os recentes episódios de conflito: Seattle, Davos e Gênova; Congresso sobre o racismo
- A cultura muçulmana e palestina
- Globalização
Produto final
Carta de Princípios
Proponha que os alunos façam, em grupos de quatro, uma lista de princípios que eles consideram de suma importância para a boa convivência entre as pessoas de todo o planeta.
Depois, o relator de cada grupo diz os princípios selecionados, enquanto o professor vai escrevendo-os na lousa. Quando terminarem, a classe escolhe os princípios que constituirão sua Carta de Princípios. Importante: ofereça como modelo os documentos indicados em "recursos didáticos" para os alunos tomarem conhecimento destes gêneros textuais.
Especialista em ensino da Língua Portuguesa, do Ensino Fundamental ao Médio, formadora do ensino Fundamental e Médio, assessora da área de Língua Portuguesa e de reorganização curricular em escolas da rede pública e particular.
Não encontrou
o que estava buscando?
| Conteúdo On-line | Edições impressas | Multimídia | Espaço do leitor | Educação infantil | Prêmio FVC | Fundação Victor Civita | Mapa do site
© FUNDAÇÃO VICTOR CIVITA - Todos os direitos reservados.