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Planos de aula

Ensino Fundamental II
Geografia Territorialidades e Temporalidades Regiões Culturais do Brasil

Projeto Didático

Comunidades quilombolas

Com um roteiro bem estruturado, é possível organizar em classe diversas atividades para discutir as características do povo quilombola

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Introdução
O que é identidade? Ela nos remete a algo que é próprio, singular, particular. Mas também sugere algo que é comum, integrado. Essas duas idéias chaves podem coexistir em um mesmo universo? O Brasil é um bom exemplo ...A diversidade cultural sempre foi um dos traços da identidade brasileira. Não são “diferenças” que separam e sim, fortalecem os vínculos de identidade nacional. Essa realidade se expressa no espaço geográfico.

É o espaço local, o lugar, que melhor revela essa diversidade. A profunda interação entre os homens e o meio imprime ao lugar as marcas culturais de um determinado grupo social. Disso resulta uma região cultural, cuja característica não está no isolamento, mas na capacidade de responder de maneira particular ao processo de mundialização.

Objetivos:
- Desenvolver hábitos de pesquisa e consulta 
- Organizar e sistematizar as informações acumuladas 
- Favorecer a cooperação, troca de informações e o debate 
- Estimular a participação do aluno em sala de aula

Conteúdos específicos:
- Investigar as comunidades quilombolas. 
- Compreender, a partir do estudo das comunidades quilombolas, a forma pela qual as comunidades locais se integram à sociedade brasileira. 
- Compreender os diversos níveis de organização do espaço – local, regional, global e a sua relação com a cultura. 
- Determinar a área ou região cultural como categoria de análise. 
- Reconhecer a cultura como fator de identidade de um determinado grupo social. 
- Entender a diversidade cultural como elemento constitutivo da identidade nacional. 
- Compreender a importância da preservação da diversidade cultural e da identidade nacional. 
- Analisar o papel das políticas públicas na preservação de comunidades que conservam um legado histórico e cultural particular. 
- Estimular o respeito às variadas expressões culturais do Brasil.

Ano:
6º e 7º

Tempo estimado:
A duração estimada é de 5 aulas, mas a atividade depende da dinâmica própria de cada classe, do número de alunos envolvidos e de sua faixa etária.

Material necessário: 
- Fontes de pesquisa (acesso a livros e à internet) 
- Material para elaboração de mapas e cartazes (imagens, papel, cola) 
- Material para elaboração de uma maquete (isopor e/ou argila, cola, tinta, papel etc.)

Desenvolvimento da atividade:
1º etapa: definição de conceitos
A primeira aula tem caráter introdutório. Alguns conceitos devem ser elaborados de maneira que os alunos consigam compreender que a sociedade brasileira não é homogênea sob os mais diferentes aspectos: estrutura sócio-econômica, demográfica e também cultural. Entretanto, existem elementos que permitem garantir coesão e identidade nacional.
Do ponto de vista cultural, a sociedade se caracteriza pela diversidade. E essa diversidade será estudada a partir de uma comunidade: os quilombolas. Ressalte a importância do estudo de grupos sociais, cuja modo de vida é bastante diferente da realidade vivida pelos alunos. Faça uma consulta prévia na classe e verifique se os alunos têm algum conhecimento prévio do assunto.

2º etapa: pesquisa/levantamento de dados
Foram registradas comunidades quilombolas nos estados da Bahia, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo. Você pode dividir a classe em grupos e atribuir a cada um deles o estudo das comunidades de um ou dois estados. Os procedimentos de levantamento de fontes e consulta devem contar com o acompanhamento do professor. É recomendável que os alunos pesquisem primeiro em livros e só depois, na internet. 

Você pode entregar a cada grupo um roteiro para orientar a pesquisa (por exemplo, quem são os quilombolas, sua história, onde habitam, características do meio natural onde vivem, atividades econômicas desenvolvidas, práticas religiosas, a legislação existente, as principais dificuldades enfrentadas, a questão da titulação da terra etc.). 

Superada a fase de levantamento de dados e sistematização do material coletado, reserve uma aula para discutir o andamento do trabalho. Estimule os alunos a comentar a pesquisa com a classe, descrever os aspectos mais interessantes, falar das dificuldades encontradas. Os grupos podem trocar informações, indicar fontes de consultas, debater eventuais resultados divergentes.

3º etapa: trabalho de cartografia
Cada grupo deve elaborar um mapa com a localização das áreas de comunidades quilombolas. O mapa integrará a apresentação final do trabalho.

4º etapa: elaboração da maquete
Os grupos devem escolher uma ou mais comunidades quilombolas pesquisadas e realizar uma maquete, na qual devem estar identificadas as principais características da área geográfica em questão e do modo de vida dos habitantes.

Produto final:
Além da maquete, os alunos deverão entregar os resultados da pesquisa de maneira bem organizada (mapa, texto, bibliografia e, se houver, material iconográfico).
Cada grupo apresentará aos demais alunos suas conclusões principais e a maquete, explicando as principais características do espaço retratado.

Avaliação:
Serão consideradas todas as etapas da atividade

Quer saber mais?

Internet:
Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (MEC)
Comissão Pró-índio de São Paulo

 

Consultoria: Silvia Bárbara

Professora de Geografia

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