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Direto da redação

Escola e família

por Paola Gentile

Editora

19/02/2008 - 12:51

Para não acabar com a empolgação da volta

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Na primeira coluna do ano, não poderia deixar de falar sobre a volta às aulas. Meus filhos reclamaram muito na primeira semana de fevereiro: “Que droga! As férias acabaram!” Mas em nenhum momento disseram: “Que chato, as aulas vão começar!”

É isso mesmo: uma coisa não tem nada a ver com a outra. O fato de eles estarem tristes com o fim da boa vida de só acordar tarde, jogar bola e videogame e brincar não significava que eles não quisessem retornar à escola, reencontrar os amigos e aprender coisas novas. Quer provas? A euforia em comprar o material, o interesse em folhear os livros requisitados para o ano, a expectativa em relação aos novos professores... Meu filho menor chegou até a simular, na mesa em que faz lição de casa, como iria dispor o material na carteira. Abriu o estojo e colocou o lápis grafite, a borracha e o apontador na sua frente, lápis de cor do lado direito, régua e caneta marca-texto à esquerda. “Mãe, fica bom assim?”

E no primeiro dia então? À noite, na hora do jantar, uma disputa para ver quem contava mais sobre tudo o que tinha rolado em sala de aula, na quadra, na cantina. “Eu vou aprender sobre o corpo humano. Tem os sistemas nervoso, respiratório, reprodutor, circulatório e outro que eu não me lembro o nome”, disse o caçula. “Vou ter mais aulas de inglês por semana”, disse o mais velho (e olha que ele é o menos empolgado com línguas estrangeiras). “A professora disse que é melhor ter contato mais vezes com o idioma durante um tempo menor do que ter aulas compridas, uma vez só por semana. Vou estudar the human rights!”, esnobou.

Não há criança que não mergulhe de cabeça na aventura de aprender coisas novas, de ter desafios e de ser convidada a superá-los, com ajuda e o apoio de profissionais que possa admirar e nos quais possa confiar. Que essa empolgação inicial esteja presente em todas as escolas, em qualquer sala de aula, na cabeça e no coração de cada aluno. E que todos os professores se comprometam a manter acesa essa euforia durante todo o ano, propondo atividades que levem os alunos a querer aprender sempre mais.

Bom ano letivo para todos!

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