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Reportagem on-line

Bienal do livro comemora aumento no número de leitores

Com público esperado de 800 mil visitantes, a 20ª edição da Bienal Internacional do Livro de São Paulo começa e celebra o aumento no número de leitores

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Somos 95 milhões de leitores, o equivalente a 55% do total da população do país, segundo a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, do Instituto Pró-Livro, que será lançada em versão impressa durante a 20ª edição da Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que começa nesta quinta-feira, dia 14. Em 2000, quando o levantamento foi realizado pela primeira vez, éramos 26 milhões de leitores, que contabilizavam apenas 30% da população total.

De acordo com a pesquisa, leitor é aquele que leu pelo menos um livro nos últimos três meses. "A principal responsável por esse avanço é a escola. Da média de 4,7 livros lidos por habitante por ano no Brasil, 3,4 é literatura indicada nas salas de aula", afirma o secretário de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do Ministério da Educação (MEC), André Lázaro.



Na esteira desse aumento de leitores, as 900 editoras que farão parte da Bienal paulista exporão 210 mil títulos, sendo que 4.100 são lançamentos. Entre eles, estão cerca de 30 obras que celebram o centenário do escritor Machado de Assis. Além de reedições e edições comemorativas, estão livros inspirados no autor de Memórias Póstumas de Brás Cubas e audiolivros com narrações de suas obras. Duas peças de teatro baseadas em livros de Machado também serão encenadas e debates sobre a importância do escritor estão previstos na programação dos onze dias de duração da Bienal. 

Outro lançamento aguardado é do Livro de Todos, obra coletiva que foi escrita a partir de um capítulo elaborado pelo gaúcho Moacyr Scliar e que contou com 173 colaboradores, por meio de um site durante os meses de maio e junho deste ano.

Comemorações
Além do centenário de Machado de Assis, a Bienal celebra os 200 anos da chegada do livro ao Brasil com a vinda da Corte Portuguesa em 1808, quando foi criada a Imprensa e a Biblioteca nacionais, os 100 anos da Imigração Japonesa e do nascimento do escritor Guimarães Rosa. Duas mesas de debate com especialistas acontecerão diariamente sobre as efemérides. Noventa e três autores nacionais e 43 estrangeiros, entre eles Lygia Fagundes Telles, Afonso Romano de Sant´Anna e Walcyr Carrasco também marcam presença para debater suas obras.

Para os professores, haverá uma programação especial dentro do espaço Fala, Professor. São atividades de formação continuada para docentes de Ensino Fundamental e Médio que abordarão temas como bullying, drogas e álcool na escola, os negros nos livros didáticos e estratégias para alfabetização e ensino de disciplinas como História e Geografia. Entre os palestrantes estão o professor da Universidade de São Paulo (USP), Vitor Paro, e a professora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Ingedore Koch. Os encontros acontecem duas vezes ao dia com lotação de 240 pessoas por palestra. Já para os estudantes que visitarem a Bienal haverá um passeio guiado pelo estandes voltados para literatura infanto-juvenil, além de um espaço de leitura com atividades culturais.

Saiba Mais

20ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo
Quando: 14 a 24 de agosto
Ingressos: R$ 10 (inteira) convertidos em desconto na compra de livros. Professores de Ensino Fundamental, Médio, Pré-escola, universitários, proprietários e diretores de escola têm entrada gratuita 
Local: Pavilhão de Exposições do Anhembi, Av. Olavo Fontoura, 1209, Santana. Tel.: (11) 2226-0400 
Transporte: Diariamente ônibus gratuitos sairão da estação Tietê do metrô das 8h:30 às 22h:30

 


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