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O futuro da Educação brasileira
Ao participar do Painel RBS, nesta segunda-feira, em Porto Alegre, o ministro da Educação, Fernando Haddad, garantiu que o governo vai reforçar a vigilância e expulsar do Ensino Superior instituições que não aprenderem a educar. O monitoramento da qualidade do ensino deverá atingir também o Enem. A idéia é permitir a comparação dos resultados de um ano para o outro. Hoje, por razões metodológicas, isso ainda não é possível. O MEC pretende, também, investir na formação de professores pelas universidades federais com a ampliação de vagas para licenciaturas. Além disso, o ministro garantiu que haverá forte investimento nos ensinos Médio e profissionalizante. O número de escolas técnicas federais deverá passar de 140 para 354 até o fim de 2009 e as escolas estaduais de Ensino Médio vão oferecer educação profissional, com laboratório e professores capacitados.
Educação para todos
O ministro Fernando Haddad, abriu nesta terça-feira, dia 2, o seminário O Brasil que Queremos Ser, comemorativo dos 40 anos da revista Veja contestando o conceito geral de que a qualidade da Educação brasileira é baixa. “Nosso sistema não é de má qualidade. O que nos falta é eqüidade. Cerca de 50% dos nossos estudantes tem o nível de seus colegas em Israel, 70% do Chile, 30% da Espanha e 10% da Finlândia. Nós sabemos ensinar. Só não sabemos ensinar para todos”, destacou. Haddad reiterou, ainda, que chegou o momento de a universidade pública brasileira assumir o papel de formar o magistério. Segundo ele, mais de 90% dos professores brasileiros são formados em estabelecimentos particulares.
Para evitar desperdício, escolas de SP oferecem merenda self-service
Quase metade dos alunos da rede estadual de educação já servem a merenda em balcões de self-service. Até o final do ano, mais 307 escolas vão instalar carrinhos térmicos feitos especialmente para crianças, com pés de altura regulável, no quais as refeições são oferecidas. Segundo a nutricionista Beatriz Tenuta Martins, professora do curso de alimentação escolar do CBES (Centro Brasileiro de Estudos Sistêmicos), o sistema no qual a pessoa se serve é melhor do ponto de vista da criança, porque o aluno pega exatamente o que quer. Mas é preciso um trabalho de orientação. A nutricionista ainda diz que o sistema evita o desperdício. "No primeiro dia a criança pode até se perder na medida, mas logo se acostuma", diz.
Escolas não aproveitam bem a avaliação de desempenho
O Ministério da Educação criou e aprimorou nos últimos 15 anos vários instrumentos de diagnóstico da qualidade do ensino. Essas avaliações fornecem um importante retrato da Educação brasileira, mas seus resultados não estão chegando adequadamente às Escolas e ajudando diretores a tomar decisões em seu dia-a-dia. Esta é a opinião de José Francisco Soares, do Grupo de Avaliação e Medidas Educacionais da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), que acaba de lançar, em parceria com Nigel Brooke - outro pesquisador de ponta na área -, o livro "Pesquisa em Eficácia Escolar". No livro recém-lançado, ele e Brooke reúnem os principais estudos empíricos que, desde a década de 60, tentam responder a uma questão que até hoje aflige gestores e pesquisadores: o que torna uma Escola eficaz? “Há uma série de fatores, mas, se eu tiver que citar um único, diria que o mais importante é ter uma rotina pedagógica. Cada professor tem que ter clareza do que e de como ensinar”, aponta Soares.
Piso nacional da Educação, conquista popular
O Piso Salarial Profissional Nacional do Magistério Público da Educação Básica, foi aprovado pelo Congresso Nacional e sancionado pelo governo federal. Por meio dele, nenhum professor do Ensino Infantil até o Médio deverá ganhar menos que R$ 950, não importa em qual região do país. Precisamos divulgar essa conquista, de maneira que o conhecimento público produza pressão para que a nova lei seja cumprida. O fato de escolas estarem mal aparelhadas e de o conteúdo pedagógico ser suscetível a críticas não deve servir para desqualificar o piso nacional da Educação. É incompreensível que um passo dessa magnitude, capaz de iniciar uma série de mudanças na estrutura, seja repelido.
Há mais jovens cursando o Ensino Médio
Dados do Censo Escolar recém-tabulados mostram que o número de jovens no Ensino Médio aumentou 27,5% entre 2006 e 2007. Nos dois anos anteriores, o crescimento não havia chegado a 1%. Para a secretária de Educação Básica do MEC, Maria do Pilar, dois fatores explicam o aumento. Um deles é o aumento no número de alunos do Fundamental que se forma na idade correta (fluxo). Além disso, diz, em 2007 os Estados passaram a ter mais condições de atender a esses jovens com o Fundeb, fundo que passou a pagar às redes por aluno do Ensino Médio. "O Médio praticamente era oferecido só à noite, em salas ociosas do Fundamental. Agora, as redes puderam se reorganizar e pôr vagas de manhã."
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