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São Paulo avalia docentes em começo de carreira
A garantia de passar no concurso público e ter emprego para a vida toda já não vale mais para os professores e diretores das escolas da rede estadual paulista que assumiram o cargo a partir de dezembro do ano passado. A partir de outubro, esses servidores e os próximos a ingressar na carreira do magistério começam a ser avaliados por uma comissão. Se ao longo de três anos não apresentarem resultados satisfatórios, poderão ser exonerados. O estágio probatório de três anos vai levar em conta sete critérios de avaliação: assiduidade, disciplina, iniciativa, responsabilidade, comprometimento com o serviço público, eficiência e produtividade. Supervisores e dirigentes também serão avaliados. 

Chamada oral
A Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) está no topo do ranking que o MEC divulgará na próxima semana com o desempenho de todas as instituições de ensino superior do país. A nota da universidade, cuja cúpula renunciou há uma semana depois de denúncias de irregularidades, é 438. A nota máxima, de 500 pontos, não foi alcançada por nenhuma das universidades e faculdades avaliadas. Em segundo lugar ficou a Universidade Federal de Viçosa, em Minas Gerais.

Inchaço acadêmico
O governo Lula anunciou um aumento de 28% no volume de vagas oferecidas nos vestibulares das universidades federais. A nova cifra representará mais que o dobro das vagas iniciais oferecidas por essas instituições em 2003. Os números, que motivaram mais um discurso triunfante do presidente Lula, merecem reflexão. O principal problema é que esse crescimento acelerado apenas amplia uma estrutura cara e ineficiente. Vem acompanhado, ademais, de queda na produtividade, aumento na evasão e abrandamento nos critérios de qualificação. Para justificar tamanha expansão das faculdades federais, seria necessário que essas instituições fossem submetidas a uma drástica reforma, a fim de dotá-las de padrões rigorosos de gestão administrativa e acadêmica. Mas o governo Lula, ligado às demandas corporativistas e empreguistas, se esquivou desse projeto. Preferiu injetar mais dinheiro numa estrutura anacrônica.

Saúde na Escola beneficiará 26 milhões de estudantes
Começa na Escola Estadual São Francisco de Assis, em Recife (PE), o Programa Saúde na Escola (PSE), que será desenvolvido em conjunto pelos ministérios da Educação e da Saúde. O lançamento do programa foi feito pelo presidente Lula nesta quinta-feira. O PSE é prioritário nos 1.242 municípios com os mais baixos índices de desenvolvimento da educação básica (Ideb). Na primeira fase do programa os alunos passarão por avaliação clínica e psicossocial, atualização do calendário de vacinas, medição da pressão arterial, e avaliações oftamológica, auditiva, nutricional e da saúde da boca. A expectativa do governo federal é que até 2011, 26 milhões de estudantes recebam atenção integral nos municípios prioritários.

Aluna brasileira diz que currículo estimula aprendizado e aproxima jovem da escola
Descobrir na prática o que cada disciplina do currículo escolar pode contribuir para a construção de uma vida mais autônoma é o que a estudante Amanda Oliveira, 17 anos, mais gosta em sua escola. Diferentemente da maioria dos jovens presentes ao Seminário Internacional Ensino Médio – Direito, Inclusão e Desenvolvimento, que terminou nesta quinta-feira, em Buenos Aires, Amanda disse que não mudaria nada em sua escola, pois acredita que o método de atrelar as disciplinas regulares ao contexto da vida do estudante estimula o aprendizado e faz o jovem se identificar com a escola. Ela mora no interior de Pernambuco e conta que, antes da proposta curricular implantada em 2004, os próprios professores passavam uma imagem de que a vida no campo não poderia resultar em sucesso e depreciavam o trabalho ligado à agricultura. “Eles preparavam o aluno para sair do campo e não ser agricultores como os pais”, disse.

Oferta, desafios e qualidade do Ensino Médio foram temas do último dia de debates Apenas 44% dos matriculados no Ensino Médio têm idade adequada à sua série. Um panorama do Ensino Médio e as propostas para melhorar sua qualidade foram apresentados pelo coordenador-geral do Ensino Médio da Secretaria de Educação Básica, Carlos Artexes Simões, durante o último dia de debates do Seminário Internacional Ensino Médio – Direito, Inclusão e Desenvolvimento, em Buenos Aires. “Perdemos 50% dos jovens durante o Ensino Médio, da entrada para a saída”, afirmou Artexes. Eles deixam a escola atrás de trabalho, uma escolha infeliz: a maioria não tem carteira assinada e ganha menos de um salário mínimo por mês. O coordenador garantiu que o país está tomando medidas para ampliar o acesso e a permanência dos jovens com resultado positivo comprovado: em dois anos, o número de matrículas deu um salto de mais de um milhão. 

Por uma lei para a Educação
Por décadas a Educação pública brasileira sofreu os males da descontinuidade gerada por interesses políticos ou, muitas vezes, meramente eleitorais. Recentemente, no entanto, essa realidade começou a mudar. A partir da década de 1990 o país passou a experimentar uma política consistente de avaliação de resultados educacionais e diante dessa nova realidade, uma pergunta obrigatória se coloca: se há metas a serem cumpridas pela União, pelos Estados e pelos municípios, baseadas na busca constante da melhoria da qualidade de nossas escolas públicas, e a partir de resultados concretos e mensuráveis, que conseqüências advêm para os gestores que não as cumprirem? Felizmente, acreditamos, o Brasil já está maduro o suficiente para dar uma resposta a essa pergunta, por meio da discussão e aprovação de uma Lei de Responsabilidade Educacional.

Feira de material escolar une tecnologia e criatividade
Uma feira especializada em material escolar realizada em São Paulo está mexendo com a cabeça das crianças. Material escolar básico é coisa do passado. A moda agora é muita cor, formatos diferentes e até mesmo tecnologia. Lápis de cor, borrachas e apontadores perderam a simplicidade e viraram um festival de ergonomia e design. Junto com os lápis e as canetas, as grandes estrelas da feira são os papéis e cadernos feitos com papel reciclado. Eles trazem na capa o apelo à reciclagem e ao bom uso da natureza. O caderno começa agora uma parceria com o computador. Existem canetas que funcionam como mouses e o que é escrito no caderno passa direto para o computador, é só conectar o receptor.

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