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Brasil fica em último em investimento por aluno
O Brasil ficou em último lugar em uma tabela sobre investimentos por aluno em 33 países, elaborada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico. Com um investimento de pouco mais de 1.000 euros (R$ 2.439) anuais por aluno, o Brasil ficou atrás de países como Estônia, Polônia, Eslováquia, Chile, México e Rússia, que gastam anualmente entre 2.700 e 1.400 euros (entre R$ 6.586 e R$ 3.415) com cada estudante. Os Estados Unidos lideram o grupo com cerca de 9.000 euros (R$ 21.956).

Sistema de progressão continuada no ensino divide os candidatos em SP
Os quatro primeiros colocados em São Paulo na última pesquisa de intenção de voto do Datafolha divergem sobre a adoção do sistema da progressão continuada na rede de Ensino Fundamental do município. O sistema, em vigor na capital desde a gestão de Luiza Erundina (1989-1992), estabelece que os alunos só podem ser reprovados por nota na 4ª e na 8ª série. Marta Suplicy (PT) é contrária à progressão continuada, mas não garante que vá extingui-la. Geraldo Alckmin (PSDB) e o atual prefeito Gilberto Kassab (DEM) defendem o regime. Paulo Maluf garante que a progressão continuada será abolida em um eventual novo mandato dele na prefeitura. A maioria dos especialistas em Educação é favorável ao sistema, porém critica o modo como ele é aplicado nas escolas da rede pública.

Aluno da rede municipal chega aos nove anos sem saber ler e escrever
Somente uma mãe tomaria a decisão difícil que Roberta, de 39 anos, tomou. Foi por amor que, nos dois últimos anos, ela procurou a ex-professora do seu filho caçula, Sérgio, hoje com 9 anos, e pediu que ele fosse reprovado. Roberta conta que o garoto não sabia ler nem escrever. O apelo foi em vão. Por causa do sistema de ciclos adotado pela Prefeitura do Rio, a escola onde Sérgio cursou o primeiro e segundo anos não pôde reprová-lo. Há dois meses, com o garoto cursando o 3º ano, Roberta decidiu que era hora de matricular Sérgio em uma instituição particular: “Foram necessárias apenas duas semanas para que a nova professora dele me chamasse para uma conversa. Disse que ele precisava ser alfabetizado. Não consegue acompanhar a turma. Deu a entender que ele vai ser reprovado. A escola privada reprova, mas, na rede pública, ele passa”, reclama. De acordo com a Secretaria municipal de Educação, não existe aprovação automática na rede. A retenção acontece sempre no último ano de cada ciclo de três anos.

Sem USP e Unicamp, MEC aponta Unifesp como a melhor entre as públicas
A Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) está no topo do ranking das universidades públicas com melhor desempenho, segundo o novo indicador de qualidade do MEC divulgado nesta segunda-feira. A avaliação, no entanto, não inclui a USP (Universidade de São Paulo) e a Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), entre outras públicas. Os dados, chamados de IGC (Índice Geral de Cursos da Instituição), foram divulgados pela primeira vez pelo MEC. O índice sintetiza, para cada instituição, a qualidade de todos os seus cursos de graduação, mestrado e doutorado, distribuídos em campi e municípios onde a instituição atua. Foram avaliadas 173 universidades, 131 centros universitários e 1.144 faculdades isoladas e integradas. Do total, 35,5% das instituições públicas têm percentual de IGC 4 e 5. Entre as instituições privadas, essa proporção é de 4,9%.

Particulares recebem melhores avaliações do MEC
Das 21 instituições que receberam nota cinco no Índice Geral de Cursos da Instituição (IGC), que mede a qualidade das instituições de ensino superior do país, dez são públicas e onze, particulares. As maiores notas ficaram com as particulares: a mais bem avaliada foi a Escola Brasileira de Economia e Finanças (da Fundação Getulio Vargas-FGV), do Rio de Janeiro, seguida pela Faculdade de Odontologia São Leopoldo Mandic, de São Paulo, pela Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas da FGV, do Rio, e pela Escola de Administração de Empresas da FGV, de São Paulo. Entre as públicas, o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) foi a que ficou com a maior nota.

Alunos de universidade do ABC ressaltam relação custo-benefício
A notícia de que a Universidade do Grande ABC (UniABC) é a pior do estado de São Paulo de acordo com o Índice Geral de Cursos (IGC) - o novo indicador lançado pelo MEC – foi recebida sem surpresas, com raras exceções, pelos alunos da instituição. Pelo ranking, a universidade localizada em Santo André é a antepenúltima pior de todo o país. Apesar da baixa expectativa em relação à qualidade do ensino e da infra-estrutura oferecida pela UniABC, a maioria dos alunos consultados considera que a relação custo-benefício vale a pena. Dizendo-se satisfeita com as aulas de Pedagogia, Ariane da Silva Marinho, de 22 anos, destaca que o curso é o mais barato da universidade e até da região: R$ 271,10. "Se fosse mais caro, eu não teria condições de cursar", disse. A assessoria de imprensa da UniABC informou que a universidade está estudando o ranking e se pronunciará em breve.

Sem falar em reprovação, Haddad diz que 25 instituições tiraram nota "débil"
O ministro da Educação, Fernando Haddad, considerou "preocupante" que 25 universidades e centros universitários tenham tirado notas 1 ou 2, na escala até 5 do novo Índice Geral de Cursos da Instituição (IGC). O motivo é que essas instituições têm autonomia para criar cursos e aumentar vagas sem licença específica do governo. “Têm autonomia e aparentemente não estão fazendo bom uso dela” afirmou Haddad. Nos próximos 12 meses, todas as instituições serão inspecionadas. As instituições com notas 1 ou 2 terão que assumir o compromisso de melhorar o ensino, seja contratando professores doutores, revisando os currículos, comprando mais livros para as bibliotecas ou mesmo reduzindo vagas.

Escolas expõem modelo de qualidade
Os colégios de aplicação, instituições ligadas a universidades federais e consideradas como referência de qualidade na educação básica, foram convidados pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, a colaborar com o Portal do Professor. Para o ministro, “os colégios de aplicação são as melhores escolas públicas do país” e os professores dessas instituições devem contribuir com os colegas das escolas municipais e estaduais, repassando suas práticas em sala de aula. No próximo dia 17, os diretores dos colégios se reúnem com o secretário de Educação a Distância, Carlos Bielschowsky, para traçar um plano de ação.

Brasil sediará conferência internacional sobre educação de jovens e adultos
Em maio de 2009 o Brasil vai sediar a 6ª Conferência Internacional de Educação de Adultos (Confintea). O encontro é convocado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e Cultura (Unesco) de 12 em 12 anos. Está será a primeira vez que a conferência acontecerá no hemisfério sul. “É uma conferência muito importante na área educacional. O Brasil vai ser anfitrião e isso pode servir como um grande estímulo para o desenvolvimento das políticas na área”, avalia o especialista em educação de jovens e adultos da Unesco, Timothy Ireland. Na última edição da Confintea, em Hamburgo, na Alemanha, teve a participação de 150 delegações. Timothy espera a mesma participação no encontro brasileiro, que ocorrerá entre os dias 19 e 22 de maio em Belém (PA).

Unicef defende a obrigatoriedade do Ensino Médio no Brasil
Tornar obrigatória a oferta do Ensino Médio deve ser o próximo passo dos brasileiros para garantir o direito das crianças e dos adolescentes à Educação. A tese foi defendida pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) em seminário promovido na semana passada pela organização em Buenos Aires, que contou com a participação de representantes da Argentina, do Chile e do Brasil. A expectativa é que a obrigação da oferta de vagas no Ensino Médio aos jovens leve o governo a criar políticas que valorizem a etapa e garantam o acesso e a permanência dos brasileiros nas escolas.

Maioria das mães de analfabetos também não sabe ler
Uma pesquisa do Instituto Paulo Montenegro e da ONG Ação Educativa mostra que 61% das mães de analfabetos também não sabem ler ou escrever. Segundo o Indicador de Analfabetismo Funcional (Inaf), que leva em conta a população entre 15 e 64 anos, 61% delas têm escolaridade inexistente e 18%, inferior a três anos. Ainda de acordo com o estudo, entre os alfabetizados de forma rudimentar (incapazes de interpretar textos mais complexos), a escolaridade materna não chega à 4ª série para 71% dos casos, e apenas 6% passaram da 8ª série. A pesquisa indica que os hábitos de leitura da família e a presença de livros em casa afetam o nível de alfabetização. Normalmente quem cresceu em um ambiente em que a leitura não era valorizada hoje não tem o hábito de ler.

64% dos que chegam à 4ª série não sabem ler textos longos
Um estudo aponta que 64% dos jovens e adultos brasileiros que chegaram até a quarta série não conseguem ler e entender textos longos. Outros 12% continuam completamente analfabetos, mesmo após os quatro anos de estudo. Os números se baseiam em pesquisa do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope). Entre os motivos para tamanha defasagem de aprendizado, estão salas de aula lotadas, professores não especializados em alfabetização e falta de material que estimule e facilite o aprendizado.

Vídeo de alunos gera polêmica sobre o uso do celular em sala de aula
Desde janeiro, o uso de celulares está proibido nas salas de aula do Rio de Janeiro, de acordo com a lei municipal 4.734, o que vem causando polêmica entre os estudantes. Um dos maiores sucessos do YouTube entre os cariocas é um vídeo em que um professor toma o aparelho da mão de uma aluna do Colégio Santo Inácio e joga no chão. À primeira vista, o internauta pode ficar assustado, mas, em uma análise mais atenta, percebe que se trata de uma situação armada, reproduzida por alunos que se inspiraram num vídeo americano. O que eles não imaginavam é que a brincadeira gerasse tanta repercussão. Em pouco mais de uma semana, uma das versões do vídeo foi acessada mais de 170 mil vezes.

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