MEC vai implantar 7 mil laboratórios de informática em escolas públicas
Alunos de escolas rurais de todo o país poderão ter aulas de informática em breve. É o que espera o MEC depois de ter realizado, nessa terça-feira, um pregão eletrônico para adquirir 7 mil laboratórios de informática. A vencedora foi a Itautec, que ofereceu o menor valor: R$ 23,9 milhões. A empresa deverá, além de fornecer os laboratórios, dar suporte técnico por 36 meses e fazer a instalação dos equipamentos. Cada laboratório é composto por um microcomputador com impressora e cinco terminais de acesso. O ProInfo (Programa Nacional de Tecnologia Educacional) é resultado de parceria entre o governo federal, estados e municípios.
Reitores de universidades de países de língua portuguesa discutem acordo ortográfico
Reitores e acadêmicos de instituições de ensino superior dos países que têm a língua portuguesa como idioma oficial participam, a partir desta quarta-feira, em Brasília, do 18º Encontro da Associação das Universidades de Língua Portuguesa. Até sexta-feira, os participantes do encontro vão debater questões relacionadas a áreas como ciência, tecnologia e desenvolvimento, além do acordo ortográfico que pretende uniformizar regras gramaticais nos nove países.
MEC prepara texto sobre visão abrangente do Ensino Médio
Técnicos das secretarias de Educação Básica e de Educação Profissional e Tecnológica trabalham em conjunto para discutir e aperfeiçoar a versão preliminar do documento Ensino Médio Integrado: uma Perspectiva Abrangente na Política Pública Educacional, preparado pelas duas secretarias. Segundo a secretária de Educação Básica, Maria do Pilar Lacerda, o papel do Ensino Médio não deve se ater à transmissão de conhecimentos ou somente à formação de técnicos. Busca-se uma escola que que articule trabalho, ciência e cultura na perspectiva de emancipação humana. Além de elaborar a versão do documento preliminar, os técnicos devem definir ações alinhadas entre as duas secretarias para ampliar o acesso ao Ensino Médio e melhorar a qualidade do ensino.
Mulheres têm mais escolaridade
Nas salas de aula, elas levam vantagem. As diferenças são gritantes no Ensino Médio. Enquanto a taxa líquida de Escolarização (que mede a proporção da população matriculada no nível adequado à sua idade) masculina no antigo segundo grau é de 42%, a feminina chega quase a 53%.
Acesso de negros ao Ensino Médio ainda é restrito, mostra Ipea
A terceira edição preliminar do estudo Retrato das Desigualdades de Gênero e Raça, divulgada nesta terça-feira pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), apontou que questões raciais ainda restringem o acesso da população brasileira à Educação. No ensino médio, a taxa que mede a proporção da população matriculada no nível de ensino adequado à sua idade para a população branca era de 58,4, em 2006, enquanto para negros era de 37,4. "O acesso ao Ensino Médio ainda é bastante restrito em nosso país, mas significativamente mais limitado para a população negra, que, por se encontrar nos estratos de menor renda, é mais cedo pressionada a abandonar os estudos e ingressar no mercado de trabalho", conclui o levantamento.
Educação especial terá investimento
O Ministério da Educação promoverá pregão eletrônico no dia 19 próximo para aquisição de equipamentos destinados à montagem de 4,3 mil salas de recursos multifuncionais. As instalações serão utilizadas para a inclusão de alunos com deficiência no ensino regular. A intenção é garantir que as escolas tenham condições de oferecer atendimento especializado sem substituir o ensino regular. Ou seja, os alunos com necessidades especiais devem receber atenção específica para minimizar suas dificuldades e, ao mesmo tempo, freqüenta a sala de aula comum. Até o fim deste mês, o presidente Lula deve assinar decreto que destinará mais recursos do Fundo da Educação Básica (Fundeb) a alunos com deficiência. As escolas receberão duas vezes o valor do repasse de um aluno normal para cada deficiente matriculado.
Estudantes dos CEUs têm baixo desempenho
Os candidatos a prefeito de São Paulo tratam os CEUs como modelos de política educacional. Porém, segundo os dados da Prova Brasil - a avaliação nacional sobre o desempenho dos alunos das Escolas do país - a qualidade do ensino dessas instituições está longe de ser referência. Na Prova Brasil aplicada em 2007, os alunos da oitava série de 9 dos 14 CEUs participantes do exame tiveram notas inferiores à média dos que estudam em Escolas municipais. Em muitos casos, o desempenho dos estudantes dos CEUs foi inferior ao das crianças de Escolas próximas à unidades consideradas modelo.
Ministério constrói um sistema que será encarregado de formar os profissionais da Educação
O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse nesta terça-feira, em Brasília, aos membros do Conselho Nacional de Educação (CNE), que a tarefa mais importante do MEC neste momento é a construção do Sistema Nacional de Formação dos Profissionais da Educação Básica. A previsão é que o sistema seja lançado no mês de outubro. “Hoje temos o plano de vôo, mas o desafio é como esse plano vai se desenvolver. Será preciso definir metas de formação, compromissos com a qualidade, parcerias com amplos setores, entre eles, as universidades públicas, as secretarias estaduais e municipais de educação, os empresários, as entidades sindicais”. Na avaliação de Haddad, para que o sistema funcione, uma das condições essenciais é que o secretário de educação de cada estado e do Distrito Federal assuma a coordenação, “seja o ministro” na sua localidade.
Candidatos à prefeitura de SP apóiam elaboração de plano municipal de Educação
Quatro candidatos e três representantes de candidatos à prefeitura de São Paulo defenderam nesta terça-feira a elaboração de um plano de Educação para o município, que esteja articulado com as outras esferas do estado e com a sociedade civil. O apoio a esse plano foi dado em debate promovido pelo Movimento Nossa São Paulo. Participaram do debate os candidatos Edmilson Costa (PCB), Ivan Valente (PSOL), Renato Reichmann (PMN) e Soninha Francine (PPS), além dos representantes dos candidatos em melhor situação nas pesquisas: Alexandre Schneider, secretário municipal de Educação, representando o candidato Gilberto Kassab (DEM); o ex-ministro da Educação Paulo Renato, que falou por Geraldo Alckmin (PSDB); e a ex-secretária de educação Maria Aparecida Perez, representando Marta Suplicy (PT).
Vida escolar é prejudicada por violência em casa
Com o objetivo de treinar os profissionais ligados à Educação para identificar e denunciar situações de violência doméstica, a Secretaria da Educação Básica do Estado do Ceará (Seduc), em parceria com a Universidade Federal do Ceará (UFC), iniciou o Projeto Escola que Protege. A iniciativa deverá capacitar cerca de 700 técnicos, gestores e professores das redes estadual e municipal. Estudo divulgado pelo Instituto de Prevenção à Desnutrição e Excepcionalidade (Iprede) revela que 12% das mães cearenses utilizam a violência como método educativo. Nessa definição estão ações como sacudir, esganar, sufocar, queimar, espancar e até ameaçar o filho com faca ou revólver. Em relação à violência não-grave, a pesquisa revelou que 98,1% das mulheres dão palmadas nas nádegas e batem com objetos, puxam a orelha, o cabelo, dão beliscões, croques na cabeça, tapas na cara ou atrás da cabeça. Francisca Costa de Andrade, coordenadora pedagógica em Mucuripe, afirma que os estudantes agredidos no lar são apáticos nas atividades escolares.
Gêmea 45 minutos “'mais velha” vai para a escola, e irmã fica em casa
Os pais das irmãs gêmeas britânicas Lexus e Amber Conway acreditavam que as meninas iriam compartilhar tudo ao longo da vida. Mas, por causa de uma diferença de 45 minutos no nascimento de ambas - e de um detalhe das regras educacionais da Inglaterra - as meninas não poderão estudar na mesma série. Lexus nasceu na noite do dia 31 de agosto. Sua irmã veio ao mundo já nos primeiros minutos do dia seguinte. A legislação britânica determina que, por ter nascido antes do dia 1º de setembro, início do ano letivo na Inglaterra, a gêmea "mais velha" poderá entrar na escola aos 4 anos. Amber, no entanto, terá de esperar mais um ano. Os pais das meninas afirmam que vão brigar na Justiça para tentar matricular as meninas no mesmo ano.
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